GT Trabalho Doméstico
COORDIGUALDADE
Documentação do Grupo:
- PGEA nº: 20.02.0001.0005945/2020-29
Coordenador(a) do Grupo:
- Dr. Thiago Lopes de Castro
- Dr. Italvar Filipe de Paiva Medina (Vice)
Objetivo Geral:
- Aprimorar o acesso à justiça pelas trabalhadoras domésticas, com articulação junto a serviços de assessoria jurídica gratuita; atuar nos casos de violência e assédio; aprimorar o formulário de denúncias do MPT; aprimorar os pedidos de indenização individual nos casos de violência e assédio (danos materiais e morais); atuar nos pós resgate nos casos de trabalho escravo doméstico, especialmente articulações com entidades públicas e/ou privadas para fins de oferecimento de assistência integral às vítimas (acolhimento inicial no tocante à moradia/alojamento/aluguel social e alimentação; assistência médica; assistência psicológica; assistência odontológica; assistência social; assistência educacional; assessoramento financeiro, dentre outros); fomentar projetos de geração de renda para vítimas de trabalho escravo doméstico e vítimas de violência e assédio no trabalho doméstico.
Vigência:
- Data de Início: Julho/2020
- Previsão de Conclusão: Junho/2026
Resultados Esperados: 66,6% de conclusão do escopo (Agosto/2024)
| Resultados Esperados: | Situação: | Evidências: |
|---|---|---|
| Prestar apoio a colegas de PTMs em atividades relacionadas ao tema, sobretudo em situações de violência e trabalho escravo. | Completamente alcançado | Foi prestado apoio direto a membros(as) do MPT por meio de: a) reuniões para debate e orientação sobre formas de atuação em casos de trabalho escravo doméstico, considerando suas especificidades; e b) compartilhamento de peças extrajudiciais e judiciais para subsidiar pedidos de autorização de entrada em domicílio, proposição de TACs e ações civis públicas com medidas cautelares, obrigações legais e indenizações por danos morais individuais e coletivos. |
| Elaborar uma Nota Técnica capaz de reunir subsídios úteis à atuação ministerial. | Completamente alcançado |
Elaborou-se um manual de atuação, considerado mais adequado e completo para o auxílio de colegas com atuação na temática do que uma nota técnica. O manual foi publicado na última reunião da Coordigualdade, inserido no PGEA de acompanhamento de ações do GT, na intranet da Coordigualdade, e divulgado na rede de email institucional. Link para o Manual de atuação do Ministério Púbico do Trabalho no Trabalho Doméstico, na página da Coordigualdade,. na intranet: LINK |
| Elaboração, por entidades parceiras, de material de apoio técnico voltado a psicólogos e assistentes sociais das Assistências Sociais municipais que eventualmente venham a participar de ações de resgate ou pós-resgate de trabalhadoras escravas domésticas. | Parcialmente alcançado | Articulou-se intensamente com o Conselho Regional de Psicologia do RJ e com profissionais da área de psicologia e assistência social que integram o Projeto Ação Integrada. O objetivo dizia com a elaboração de um material simples e curto, que pudesse auxiliar as redes de assistência social local em situações de resgate de trabalho escravo doméstico. Mas as entidades supra referidas encamparam a ideia a tal ponto, agradecendo ao MPT pela provocação, que decidiram elaborar um material mais completo, de teor acadêmico, que possa servir não somente para o objetivo inicialmente lançado, mas para o aprofundamento dos estudos teóricos a respeito do assunto. Assim, se colocou o objetivo 3 supra como parcialmente atingido em função unicamente de que o prazo inicialmente visado não pode ser cumprido, embora o material – ainda mais completo do que o solicitado na provocação que o MPT fez a tais instituições – esteja em elaboração por referidos profissionais. |
| Aprofundar ações de articulação com a rede de assistência integral às vítimas de trabalho escravo doméstico e o fomento de projetos de geração de renda. | Completamente alcançado | Dentre as ações realizadas pelos seus integrantes, inserem-se atividades voltadas ao aprofundamento e robustecimento da rede de assistência integral às vítimas de trabalho escravo doméstico. Citam-se, a título exemplificativo: a participação de integrantes do GT em audiências públicas realizadas no Senado Federal e na Assembleia Legislativa de SP sobre trabalho doméstico, trabalho escravo doméstico, dez anos da PEC das Domésticas; encaminhamento à ONU de informe sobre a situação de trabalhadoras domésticas submetidas à violência doméstica no Brasil; elaboração de campanhas para redes sociais; participação de entrevistas na imprensa; participação na institucionalização e lançamento da “Casa Madáh”, Centro de Extensão em Direitos Humanos do Programa “Mais Humanos” da Universidade Federal de Uberlândia; reuniões com Cáritas para tratar do Projeto Ação Integrada em SP e RJ; participação em palestras em Universidades, Congressos, Oficinas tratando da temática; dentre outros. |
| Ampliar acesso à Justiça pelas trabalhadoras domésticas. | Completamente alcançado |
Dentre as mais de trinta ações foram adotadas pelos integrantes do GT ao longo do ano para o atingimento dos objetivos propostos, foram adotas ações voltadas à ampliação do acesso à Justiça pelas trabalhadoras domésticas, das quase podem ser citadas: participações em reuniões de articulação interinstitucional com objetivo de aprimorar a atuação institucional na temática, participação em audiência pública no Senado, da qual participou presencialmente o colega Thiago Castro e, virtualmente, a colega Bruna Bonfante; participação em reuniões da Conatrae para tratar do tema do trabalho escravo doméstico, com participação dos coordenadores da Conaete integrantes do GT; participação em eventos acadêmicos com objetivo de difusão de conhecimento sobre o tema; postagens de mídia com objetivo de difusão do conhecimento; atuação em apoio a colegas em PTMs; publicação de Manual de Atuação em Trabalho Doméstico, confeccionado para uso interno mas que, indubitavelmente, ao capacitar colegas de todo o Brasil, contribui com a ampliação do acesso à Justiça pela categoria.
Link Youtube Informa-se que não houve tempo hábil para criação de um fluxo novo de denúncia, contudo, sugeriu-se modificações do atual fluxo, tais como o envio de uma equipe de assistência social para o momento de pré-resgate diversa do momento de pós-resgate a fim de auxiliar na produção de prova técnica e na interlocução com as assistências sociais locais; maior interlocução do MPT com o SUAS a partir da pactuação de convênios; e o desenvolvimento de mecanismos de proteção de dados das vítimas de trabalho escravo doméstico para coibir o uso político. |
| Sugestão de aprimoramento do protocolo de atendimento (prova técnica). | Completamente alcançado | Integrantes do GT junto aos Coordenadores Nacionais da CONAETE, participaram das reuniões telepresenciais realizadas em 2024 pela CONATRAE/MDHC, no Grupo de Discussão “Trabalho Escravo no Âmbito Doméstico” (Comitê Abrigamento). Entre os avanços apresentados ao final dos trabalhos, destaca-se a identificação, pelo Ministério do Desenvolvimento Social, dos pontos de atendimento da rede SUAS (CRAS, CREAS e OSCs), bem como dos pontos focais das redes socioassistenciais e da Casa da Mulher Brasileira. |
| Minuta de projeto de lei que termine de equiparar os direitos das trabalhadoras domésticas com os demais trabalhadores. | Parcialmente alcançado | O GT já elaborou a versão inicial do anteprojeto de lei que propõe a equiparação total dos direitos trabalhistas das trabalhadoras domésticas às demais categorias. A CODEMAT já apresentou manifestação técnica sobre as normas de saúde e segurança aplicáveis ao trabalho doméstico. No momento, o grupo analisa projetos de lei em tramitação no Congresso Nacional para identificar dispositivos que possam ser aproveitados no anteprojeto, além de examinar a Convenção nº 189 e a Recomendação nº 201 da OIT, com foco em seus impactos sobre a legislação vigente e o texto em construção. |
| Promover articulações e realizar estudos sobre alternativas para viabilizar a manutenção da destinação de recursos em favor de projetos de acolhimento e assistência integral às vítimas de trabalho análogo à de escravo doméstico ante a possibilidade de sua vedação em decorrência de decisões do TCU e do STF em ações atualmente em curso. | Descontinuado | |
| Articular junto à PGT para viabilizar a contratação, via concurso ou CC, de assistente social e psicóloga para a atividade finalística, em cada PRT, para auxiliar em situações de pós resgate de trabalho escravo doméstico e outras situações em que tais profissionais sejam necessários. | Completamente alcançado | O pleito do GT, encaminhado à PGT, para a contratação de assistente social e psicóloga(o) para apoio à atividade finalística será atendido por meio do concurso público do MPU em andamento em 2025. O edital prevê uma vaga para cada cargo, com lotação em Brasília/DF. Os profissionais ficarão vinculados à Coordenação de Perícias da PGT e à disposição das PRTs, prestando suporte técnico em casos de trabalho escravo doméstico e outras formas de violência nas relações de trabalho, por meio da elaboração de laudos. |
Considerações sobre os Resultados:
-
AGOSTO/2024:
- Diversas ações foram adotadas pelos integrantes do GT ao longo do 2º semestre de 2024 e do 1º semestre de 2025 para o alcance dos objetivos propostos.
- O objetivo 1 foi plenamente atingido através do apoio prestado diretamente aos membros(as) do MPT por meio: a) de reuniões para debates e orientações quanto a possíveis formas de atuação nos casos de trabalho escravo doméstico diante das peculiaridades que lhes são inerentes e b) do compartilhamento de peças extrajudiciais e judiciais para subsidiar pedidos de autorização judicial para ingresso em domicílio, propositura de TACs, e ações civis públicas com pedidos de medidas cautelares, condenações ao cumprimento de obrigações relativas à observância do ordenamento jurídico aplicável e ao pagamento de indenizações por danos morais individuais e coletivos.
- O objetivo 2 foi plenamente alcançado por meio da participação dos Procuradores(as) do Trabalho Bruna Bonfante, Italvar Medina e Thiago Castro enquanto integrantes do GT TRABALHO DOMÉSTICO e dos Coordenadores Nacionais da CONAETE Luciano Aragão e Tatiana Bivar nas reuniões telepresenciais realizadas ao longo de 2024 coordenadas pela CONATRAE (Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania – MDHC) no âmbito do Grupo de Discussão “Trabalho Escravo no Âmbito Doméstico” (Comitê Abrigamento). Dentre alguns avanços apresentados ao final dos trabalhos do Grupo de Discussão “Trabalho Escravo no Âmbito Doméstico”, destacam-se, no tocante ao Comitê Abrigamento, a apresentação, por parte do Ministério do Desenvolvimento Social, dos pontos de atendimento, considerando a rede SUAS (CRAS, CREAS e OSCs que fazem atendimento (MDS), dos pontos focais das redes socioassistenciais (MDHC) e da Casa da Mulher Brasileira (MDHC/MM).
- O objetivo 3 foi parcialmente atingido. O GT já elaborou a versão inicial do anteprojeto de lei para equiparação total dos direitos trabalhistas das trabalhadoras domésticas em relação às demais categorias. Já houve, inclusive, a apresentação de uma manifestação técnica por parte da CODEMAT em relação às normas que versam sobre saúde e segurança no âmbito do trabalho doméstico. Atualmente, os integrantes do GT estão analisando todos os projetos de lei em tramitação no Congresso Nacional relativos a trabalho doméstico com o objetivo de averiguar a conveniência de aproveitamento de dispositivos de alguma proposta legislativa que possa ser incluída no bojo do anteprojeto que está sendo elaborado pelo GT, bem como examinando a Convenção n. 189 da OIT e a Recomendação n. 201 da OIT para verificar os seus impactos em relação a legislação vigente e ao texto do mencionado anteprojeto de lei que está sendo construído pelo GT.
- O objetivo 4 foi plenamente alcançado, uma vez que o pleito do GT, formalizado por meio de ofício encaminhado à PGT, de contratação pelo MPT, de assistente social e psicóloga(o), para auxiliar na atividade finalística será atendido por meio do concurso público para servidores do MPU em andamento em 2025. O edital do referido certame previu 1 vaga para assistente social e 1 vaga para psicóloga(o), a serem lotados em Brasília/DF, e ficarão vinculados à Coordenação de Perícias da PGT e à disposição de todas as PRTs para subsidiar a atuação do MPT, dentre outras áreas, em casos de trabalho escravo doméstico e outras violências nas relações de trabalho doméstico por meio da confecção de laudos, relatórios e pareceres técnicos. JULHO/2024:
- Mais de trinta ações foram adotadas pelos integrantes do GT ao longo do ano para o atingimento dos objetivos propostos. Entre participações em reuniões, eventos acadêmicos, de mídia e de articulação social, consideram-se atingidos, a contento, os resultados buscados para o ano de 2023.
- Diversas ações de apoio a colegas com atuação em matéria de trabalho doméstico foram prestadas ao longo do ano, sempre que solicitadas e de forma expedida, cumprindo-se o objetivo 1.
- Em cumprimento ao objetivo 2 do GT, elaborou-se um manual de atuação, considerado mais adequado e completo para o auxílio de colegas com atuação na temática do que uma nota técnica. O manual foi publicado na última reunião da Coordigualdade, inserido no PGEA de acompanhamento de ações do GT, na intranet da Coordigualdade, e divulgado na rede de email institucional gamma.
- Para o atingimento do objetivo 3, articulou-se intensamente com o Conselho Regional de Psicologia do RJ e com profissionais da área de psicologia e assistência social que integram o Projeto Ação Integrada. O objetivo dizia com a elaboração de um material simples e curto, que pudesse auxiliar as redes de assistência social local em situações de resgate de trabalho escravo doméstico. Mas as entidades supra referidas encamparam a ideia a tal ponto, agradecendo ao MPT pela provocação, que decidiram elaborar um material mais completo, de teor acadêmico, que possa servir não somente para o objetivo inicialmente lançado, mas para o aprofundamento dos estudos teóricos a respeito do assunto.
- Assim, se colocou o objetivo 3 supra como parcialmente atingido em função unicamente de que o prazo inicialmente visado não pode ser cumprido, embora o material – ainda mais completo do que o solicitado na provocação que o MPT fez a tais instituições – esteja em elaboração por referidos profissionais.
- Por fim, considera-se o 4º objetivo do grupo igualmente atingido, visto que dentre as ações realizadas pelos seus integrantes, inserem-se atividades voltadas ao aprofundamento e robustecimento da rede de assistência integral às vítimas de trabalho escravo doméstico. Citam-se, a título exemplificativo: a participação de integrantes do GT em audiências públicas realizadas no Senado Federal e na Assembleia Legislativa de SP sobre trabalho doméstico, trabalho escravo doméstico, dez anos da PEC das Domésticas; encaminhamento à ONU de informe sobre a situação de trabalhadoras domésticas submetidas à violência doméstica no Brasil; elaboração de campanhas para redes sociais; participação de entrevistas na imprensa; participação na institucionalização e lançamento da “Casa Madáh”, Centro de Extensão em Direitos Humanos do Programa “Mais Humanos” da Universidade Federal de Uberlândia; reuniões com Cáritas para tratar do Projeto Ação Integrada em SP e RJ; participação em palestras em Universidades, Congressos, Oficinas tratando da temática; dentre outros.
- Com relação à demonstração de resultados do objetivo de “ampliar acesso à Justiça pelas trabalhadoras domésticas”, questionada pela SPGE no Parecer Técnico n. 3933.2023, informa-se que foram adotadas diversas ações aptas à ampliação do acesso à Justiça pelas trabalhadoras domésticas.
- Com efeito, dentre as mais de trinta ações foram adotadas pelos integrantes do GT ao longo do ano para o atingimento dos objetivos propostos, foram adotas ações voltadas à ampliação do acesso à Justiça pelas trabalhadoras domésticas, das quase podem ser citadas: participações em reuniões de articulação interinstitucional com objetivo de aprimorar a atuação institucional na temática, participação em audiência pública no Senado, da qual participou presencialmente o colega Thiago Castro e, virtualmente, a colega Bruna Bonfante; participação em reuniões da Conatrae para tratar do tema do trabalho escravo doméstico, com participação dos coordenadores da Conaete integrantes do GT; participação em eventos acadêmicos com objetivo de difusão de conhecimento sobre o tema; postagens de mídia com objetivo de difusão do conhecimento; atuação em apoio a colegas em PTMs; publicação de Manual de Atuação em Trabalho Doméstico, confeccionado para uso interno mas que, indubitavelmente, ao capacitar colegas de todo o Brasil, contribui com a ampliação do acesso à Justiça pela categoria.
- Todas essas ações, de forma direta ou indireta, contribuem de forma efetiva para a ampliação do acesso à Justiça pela categoria, pelo que consideramos alcançado o resultado em tela. Destacamos, por fim, ações dos anos anteriores voltados a esse objetivo, em especial, o levantamento feito pelo GT, para inclusão em cartilha sobre trabalho doméstico feita nos anos anteriores e também no App Laudelina, de relação de entidades aptas a prestarem assistência jurídica gratuita a trabalhadoras domésticas, o que também contribuiu para a ampliação do seu acesso à Justiça.
- Assim sendo, respeitosamente, prestamos os esclarecimentos solicitados pela SGPE, considerando os resultados atingidos.