A permanência da senzala na casa grande: o mito da democracia racial no trabalho escravo doméstico

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Autores:

Lívia Mendes Moreira Miraglia

Humberto Monteiro Camasmie

Ano: 2023

DOI: 10.51366/978-65-89468-31-8-cap9

Resumo:

O presente artigo buscou examinar a invisibilidade da trabalhadora doméstica e a naturalização de sua sujeição a condições de trabalho análogas às de escravo em razão de sua vulnerabilidade histórica, social, econômica e jurídica. A partir da história de Madalena Gordiano, trabalhadora doméstica escravizada por 38 anos, busca-se identificar os principais contornos históricos e sociais que permitem a perpetuação da aceitação da precarização do trabalho doméstico enquanto herança escravocrata, analisando a intersecção dos fenótipos de raça, gênero e classe. Por fim, a partir da libertação de Madalena, tangencia a problemática da ausência de políticas públicas de assistência às vítimas de trabalho escravo doméstico, imprescindíveis para que as trabalhadoras escravizadas consigam romper definitivamente os grilhões que às prendem à Casa Grande.

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